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Selo de 30 anos do Instituto Tarcísio Bisinotto no Belvedere

Escola bilíngue no Belvedere: o método que o ITB usa desde o berçário

A janela de oportunidade linguística vai dos 0 aos 6 anos. É exatamente o tempo em que a criança fica no ITB.

Por Renata Macedo, Diretora Pedagógica
Revisão técnica: Márcia Macedo, coordenadora do programa bilíngue · Publicado em 18 de fevereiro de 2026 · Atualizado em 24 de julho de 2026

O ITB é uma escola da infância: uma escola de educação infantil que oferta um programa de educação bilíngue, do berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental. Está há 30 anos no coração do Belvedere, na zona sul de Belo Horizonte, a poucos minutos do BH Shopping.

Toda família que procura uma escola bilíngue no Belvedere chega à mesma pergunta, mais cedo ou mais tarde: o que exatamente o meu filho vai fazer às nove da manhã?

Esta página responde a isso. O nome dos métodos, os autores que os formularam e o caminho que a criança percorre até a primeira palavra em inglês dita por vontade própria.

Letreiro da fachada do Instituto Tarcísio Bisinotto no Belvedere, com as palavras educação infantil, integral e bilíngue

O que existe no ITB quando se fala em escola bilíngue no Belvedere?

O ITB é uma escola de educação infantil no Belvedere com um programa de educação bilíngue integrado à rotina pedagógica, do berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental. A criança é exposta ao inglês todos os dias, em música, brincadeiras, histórias e rotinas de cuidado, com professoras de inglês do próprio quadro da escola.

O programa acompanha toda a permanência da criança na escola: começa no berçário, passa pelo maternal e pela educação infantil até o Infantil 5, e segue no 1º ano do Ensino Fundamental. A criança não troca de escola para continuar em contato com a língua adicional.

A língua adicional não é matéria a ser estudada. O programa acontece dentro do ano letivo regular do ITB, que segue os 200 dias letivos e as 800 horas mínimas previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Lei nº 9.394 de 1996. O cotidiano principal segue acontecendo em português, com o inglês integrado às atividades.

Quem conduz em sala são professoras de inglês do próprio quadro do ITB, com formação em Letras Inglês e/ou Pedagogia com inglês fluente. Como critério interno de qualidade, o inglês é a língua usada na comunicação entre a coordenação e as professoras. As crianças as chamam de teachers.

Desde o berçário

O programa começa com os bebês e acompanha a criança até o 1º ano do Ensino Fundamental.

Todos os dias

A exposição à língua adicional é diária, dentro da rotina que a criança já vive.

Equipe da casa

Professoras de inglês do próprio quadro do ITB conduzem o programa em sala.

Sala do berçário do Instituto Tarcísio Bisinotto preparada para receber os bebês, no Belvedere, em Belo Horizonte

Por que os primeiros anos são a janela de oportunidade linguística?

A janela de oportunidade linguística vai dos 0 aos 6 anos, período em que o cérebro está especialmente preparado para perceber sons e padrões de qualquer língua. É exatamente o período da educação infantil, e o ITB foi desenhado para aproveitar essa janela inteira, com o programa seguindo depois no 1º ano do Ensino Fundamental.

Plasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar diante da experiência, e a primeira infância é um dos momentos em que adquirir uma língua acontece de forma mais natural.

A referência que a coordenação do programa bilíngue usa para explicar isso é Patricia Kuhl, neurocientista americana, codiretora do Instituto de Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington. O estudo de Kuhl, Tsao e Liu, publicado na revista PNAS em 2003, é uma das bases desse campo.

"O cérebro da criança é como uma esponja para os sons das línguas. Com o tempo, essa esponja vai se especializando nos sons que ela escuta com mais frequência."

Patricia Kuhl, neurocientista, Universidade de Washington.

A literatura internacional chama isso de período crítico ou período sensível. O ITB prefere janela de oportunidade linguística porque em português a palavra crítico soa pejorativa, e porque a imagem da janela é mais fiel: uma janela que se abre, é aproveitada e se fecha aos poucos. Não há alarme nessa frase, há calendário.

A pesquisadora canadense Ellen Bialystok, referência mundial em bilinguismo, tira o assunto do plano do vocabulário. Em revisão publicada no periódico Psychological Bulletin em 2017, ela reuniu as evidências de como a experiência bilíngue reorganiza processos cognitivos.

O inglês entra nessa conversa como língua franca, a língua que o mundo usa hoje para diálogo internacional, ciência e cooperação. O grego já foi língua franca, o latim já foi língua franca. O contato com o inglês desde cedo amplia o repertório cultural, cognitivo e comunicativo da criança.

Qual é a linha pedagógica do bilíngue do ITB?

A linha pedagógica do bilíngue do ITB combina duas abordagens que andam juntas: o Natural Approach, de Stephen Krashen e Tracy Terrell, e o TPR, de James Asher. Reggio Emilia, de Loris Malaguzzi, entra como referência da educação infantil. O Natural Approach define o quadro pedagógico e o TPR oferece a técnica concreta de sala.

O Natural Approach foi desenvolvido pelos linguistas norte-americanos Stephen Krashen e Tracy Terrell no início dos anos 1980, com a obra de referência publicada em 1983 e a fundamentação teórica reunida por Krashen. A ideia central é direta: a criança adquire a língua adicional como adquire a língua materna, por exposição compreensível, em ambiente afetivamente seguro, com a fala emergindo depois de muita escuta.

Na sala, ninguém manda a criança repetir.

"A gente não pede para repetir. Eles repetem porque eles repetem, porque eles estão expostos."

Márcia Macedo, coordenadora do programa bilíngue do ITB.

O TPR, sigla de Total Physical Response, ou Resposta Física Total, foi criado por James Asher, professor emérito de psicologia da Universidade Estadual de San José, e apresentado em artigo no Modern Language Journal em 1969. Asher observou que o adulto fala e o bebê responde com o corpo, apontando, levantando, pegando, antes de produzir fala.

A sala replica esse padrão. A professora diz walking, walking e a turma anda. Diz hop, hop, hop e todos pulam como coelho. Tudo passa pelo corpo, e a criança entende sem tradução.

Reggio Emilia, pedagogia italiana criada por Loris Malaguzzi no pós-guerra, completa o quadro: a criança como protagonista das múltiplas linguagens da infância.

Natural Approach e TPR compartilham a mesma raiz, a de que a língua se adquire em ambiente seguro, sem estresse. Reggio Emilia conversa com os dois: a criança aprende fazendo, criando e brincando. A progressão dos conteúdos é organizada em um documento curricular interno de uso da coordenação, o Scope and Sequence: o que será trabalhado e em que ordem. Conforme a criança cresce, a coordenação acrescenta sempre algo novo ao que ela já domina, o princípio i+1 de Stephen Krashen. Veja também o projeto pedagógico completo do ITB.

Área de recreação e musicalização do Instituto Tarcísio Bisinotto, no Belvedere

O que acontece no circle time do ITB?

O circle time acontece diariamente. As professoras do projeto bilíngue reúnem a turma, falam do tempo, contam quantos são, quantos boys e quantas girls, e ampliam o tema em trabalho com música, comandos ritmados e chants. Ao cantar, a criança já está usando a língua adicional e ganhando vocabulário.

A forma mais simples de a língua adicional aparecer é também a mais pessoal: o nome da criança. Hello, Maria. E, quando ela faz sozinha o que ontem ainda não conseguia, Well done. São frases ditas para aquela criança específica, e a língua entra pela relação, não pelo conteúdo. Um pedido curto como come here please vem acompanhado do gesto que o traduz.

A sonoridade vem antes de qualquer preocupação com estrutura. Nas músicas aparecem Twinkle, Twinkle, Little Star e Head, Shoulders, Knees and Toes, em diálogo com o projeto de musicalização e psicomotricidade da escola. No storytelling entram livros como Brown Bear, Brown Bear, What Do You See? e The Very Hungry Caterpillar, de Eric Carle. Nas brincadeiras, Cookie Jar, Simon Says e mímica.

A língua adicional também mora nas rotinas de cuidado: snack time na hora do lanche e now it's time to tidy up na hora de arrumar. A criança não muda de sala para viver a língua adicional, a língua acompanha o que ela já faz.

Os temas vêm do universo infantil e voltam a cada ano de forma mais aprofundada: family, parts of the body, feelings, animals, colors e toys.

"Na educação infantil, a língua não é ensinada como uma disciplina. Ela é vivida nas experiências da criança."

Márcia Macedo, material Bilinguismo na 1a infância.

Música

Canções e chants que familiarizam a criança com a sonoridade da língua.

Histórias

Livros da literatura infantil lidos em storytelling, com apoio de imagem e gesto.

Brincadeiras

Jogos e mímica em que o corpo responde antes da fala, no princípio do TPR.

Contação de história com fantoche em atividade de storytelling no Instituto Tarcísio Bisinotto, no Belvedere

Conheça a escola no Belvedere

A rotina descrita aqui acontece todos os dias. Agende uma visita e veja como o ITB organiza o dia da criança.

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E se a criança não falar nada em inglês nos primeiros meses?

O período silencioso é esperado e faz parte do processo. No início, a criança escuta muito mais do que fala, e esse silêncio é uma fase de organização interna do sistema linguístico. Em crianças pequenas, dura de um a vários meses. Não é atraso, não é fracasso pedagógico e não é falta de aquisição.

O caminho até a primeira palavra em inglês tem quatro etapas e espelha o que já aconteceu com a língua materna.

Primeiro, a exposição auditiva: a criança ouve, ouve, ouve, igual ao bebê que ouve a mãe falar muito antes de falar. Depois, a resposta com o corpo, quando ela ainda não fala em inglês, mas responde aos comandos com gestos e ações.

Na terceira etapa vem a imitação espontânea: a criança repete palavras e sons que ouve com frequência, porque quer, não porque alguém pediu. E então a produção espontânea, quando ela usa uma palavra em inglês fora do contexto da escola, integrada à fala em português. Eu quero blue, conta a coordenação em palestra.

"Todo aprendiz de uma língua tem um 'período silencioso', um momento em que escuta mais do que fala. Não apresse esse período, a aprendizagem está acontecendo."

Stephen Krashen, professor emérito da Universidade do Sul da Califórnia.

Forçar a fala antes do tempo gera o efeito oposto: a criança associa a língua adicional ao estresse e a aquisição trava. É o mesmo respeito ao tempo de cada criança que orienta o processo de adaptação do ITB.

Por isso, no ITB ninguém pede para a criança falar em inglês. A escola cria as condições para que ela queira falar, e ela fala, no tempo dela.

Como a família percebe que o programa está funcionando?

A família percebe o programa funcionando pelas pistas espontâneas, não por teste. A criança canta no banho, solta uma palavra em inglês no meio de uma frase em português e usa expressões da rotina. A equipe do programa bilíngue também gera relatórios semestrais sobre cada aluno, em paralelo aos relatórios das professoras regentes.

O pedido do ITB às famílias talvez surpreenda: não testar a criança. Pedir que ela diga na frente das visitas que cor é aquela em inglês é teste, e teste sobe a tensão e trava a aquisição. Os pais devem observar, não testar.

As pistas reais são pequenas e desarmadas. A primeira é a língua aparecendo sozinha, no meio de uma frase em português.

"Em sala de aula ensinamos as crianças a pedirem ajuda às teachers com a expressão: 'Help me, please'. Uma criança vendo a outra colega com dificuldade em fazer uma atividade, se mostrou solidária e perguntou: 'Você quer que eu te help me please?'"

Márcia Macedo, coordenadora do programa bilíngue do ITB.

A estrutura não estava correta, e não é isso que se mede aqui: a comunicação aconteceu. A segunda é ainda mais curta. A coordenação relata que uma mãe contou, encantada, que a filha de 10 meses já dizia BYE, BYE quando ia embora do ITB.

A música é a terceira: chega em casa sozinha e reaparece nas apresentações da escola, no Dia das Mães, na Páscoa e no Natal.

O ITB não é curso de idioma e não trabalha com prova, nível, certificado ou escala de proficiência. A métrica é a utilização da língua de forma natural e espontânea em momentos do dia a dia, na escola e com a família.

Por que a localização importa em uma escola bilíngue no Belvedere?

O ITB está há 30 anos no Belvedere, na Av. Professor Cristóvam dos Santos, 595, a poucos minutos do BH Shopping. Na primeira infância, a localização não é conveniência, é rotina: o trajeto de casa até a escola acontece duas vezes por dia, em todos os dias letivos do ano.

Segundo o projeto político-pedagógico da escola, as famílias atendidas são, em sua maioria, moradoras da região no entorno do ITB. O Belvedere e a Vila da Serra são vizinhos, e o Vale dos Cristais fica na mesma região, já em Nova Lima.

A escola funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h, em endereço único, e cobre a Educação Infantil e o 1º ano do Ensino Fundamental. A mesma criança que ouviu Twinkle, Twinkle, Little Star no berçário continua ali quando começa a ler e a escrever, e continua com o inglês na rotina.

O ITB é a primeira escola do Belvedere e são 30 anos dedicados à infância. A pipa, símbolo da escola, está estampada no uniforme das crianças e diz bem o que a casa entende por infância: leveza, sonho e voo.

As turmas são reduzidas, e isso se traduz em uma coisa simples: cada criança é conhecida pelo nome. A visita é o melhor lugar para conferir esse ponto.

Fachada do Instituto Tarcísio Bisinotto na Av. Professor Cristóvam dos Santos, no Belvedere, em Belo Horizonte

Perguntas frequentes sobre o programa bilíngue do ITB

As dúvidas mais frequentes das famílias sobre o programa bilíngue do ITB envolvem a idade de início, a frequência do contato com a língua adicional, o período silencioso e quem conduz as atividades. As respostas abaixo seguem o norteador pedagógico do programa e valem do berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental.

Com que idade a criança começa a ter contato com o inglês no ITB?

No berçário. O programa de educação bilíngue começa com os bebês, cobre a janela de oportunidade linguística de 0 a 6 anos por inteiro e continua no 1º ano do Ensino Fundamental. A abordagem se ajusta à idade: nos menores, música e experiências sensoriais; nos maiores, mais vocabulário e perguntas sobre os temas em trabalho.

Quantas vezes por semana a criança tem contato com a língua adicional?

Todos os dias. As professoras do projeto bilíngue encontram as crianças diariamente, e o circle time acontece todo dia, com músicas, comandos ritmados e chants. A língua adicional aparece também nas rotinas de cuidado, como o snack time, e nas brincadeiras. O cotidiano principal segue acontecendo em português, com o inglês integrado às atividades.

Meu filho vai ficar confuso vivendo duas línguas ao mesmo tempo?

Não. Misturar as duas línguas é comum e temporário, e não é sinal de distúrbio de linguagem: é uma fase que demonstra competência. O bilinguismo na primeira infância também não causa atraso na fala. A revisão de Ellen Bialystok, publicada no Psychological Bulletin em 2017, reúne as evidências de como a experiência bilíngue reorganiza processos cognitivos, e crianças bilíngues costumam ter melhor controle atencional e flexibilidade cognitiva.

E se ele não falar nada em inglês nos primeiros meses?

Esse é o período silencioso, e ele é esperado. A criança escuta muito mais do que fala enquanto organiza internamente o sistema da língua adicional, e essa fase dura de um a vários meses. Stephen Krashen orienta que esse período não seja apressado, porque a aquisição está acontecendo mesmo em silêncio. Não é atraso.

Quem conduz o programa bilíngue do ITB?

Professoras de inglês do próprio quadro do ITB, com formação em Letras Inglês e/ou Pedagogia com inglês fluente. A fluência é requisito da função, e o inglês é a língua usada na comunicação interna entre a coordenação e as professoras. São elas que conduzem o circle time diário, e as crianças as chamam de teachers.

Como a escola acompanha o desenvolvimento da criança na língua adicional?

A equipe do programa bilíngue gera relatórios semestrais sobre cada aluno, em paralelo aos relatórios das professoras regentes. Além disso, o ITB apresenta a produção em inglês nos eventos da escola, no Dia das Mães, na Páscoa e no Natal. A escola não aplica prova nem trabalha com nível, certificado ou escala de proficiência na educação infantil.

Preciso falar inglês em casa para ajudar meu filho?

Não. A aquisição acontece pela exposição diária à língua adicional na escola, em situações lúdicas e significativas, sem que a família precise dominar o idioma. O que ajuda é observar em vez de testar: a criança que canta Twinkle, Twinkle, Little Star no banho está mostrando o processo acontecendo.

Conheça o ITB por dentro

Há 30 anos no Belvedere, com inglês na rotina desde o berçário.
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