PILARES DA EDUCAÇÃO

Aprender a conhecer: supõe aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. Desde a infância o aluno deve aprender a prestar atenção às coisas e às pessoas, experimentar, vivenciar todos os momentos daquela aprendizagem. O exercício do pensamento ao qual a criança é iniciada, em primeiro lugar, pelos pais e depois pelos professores, deve comportar avanços e recuos entre o concreto e o abstrato. O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência. A educação inicial pode ser considerada bem sucedida se conseguir transmitir aos indivíduos o impulso e as bases que façam com que continuem a aprender ao longo de toda a vida.

Aprender a fazer: está ligado à questão de como por em prática os conhecimentos e, também, em como adaptar a educação ao trabalho. Porém, aprender a fazer não pode ter o significado simples de preparar alguém para uma determinada tarefa através da transmissão de práticas rotineiras. Qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos tornam-se cada vez mais importantes.

Aprender a viver juntos: viver com os outros representa um dos maiores desafios da educação uma vez que a história da humanidade sempre foi conflituosa. Além da transmissão de conhecimentos, a escola precisa aproveitar todas as ocasiões de aprendizagem para levar os alunos a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos. Passando a descoberta do outro pela descoberta de si mesmo, a educação, seja ela dada pela família, comunidade ou escola, deve antes de tudo ajudar o indivíduo a descobrir-se a si mesmo. Desenvolver uma atitude de empatia pode criar senso de responsabilidade e respeito com o outro, atitude que servirá como referência para futuros comportamentos.

Aprender a ser: a educação deve contribuir para o desenvolvimento total do indivíduo – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todo ser humano deve ser preparado para elaborar pensamentos autônomos e críticos, formular seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Mais do que preparar as crianças para uma dada sociedade, cabe à educação fornecer-lhes constantemente referências intelectuais que lhes permitam compreender o mundo que as rodeia e comportar-se nele como navegantes responsáveis e justos. Navegantes de um mundo onde cabe à educação fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele. (Fonte: Unesco)